Na Alegria Ou Na Tristeza
A tristeza era bela, mas sua beleza era como a beleza do luar, quando passa através dos ramos das árvores na mata e forma pequenas poças de prata pelo chão. Quando a tristeza cantava, suas notas soavam como o doce e suave gorgeio do rouxinol, e em seus olhos havia aquele ar de quem cansou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecidamente, chorar com os que choram, mas alegrar-se com os que se alegram era-lhe desconhecido.
A alegria era linda também e a sua beleza era como a beleza radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre da meninice, e em seus cabelos pousava o brilho do sol. Quando a alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota. Ela podia alegrar-se com os que se alegram, mas chorar com os que choram era-lhe desconhecido.
Um dia, disse a tristeza pensativa: “Nós nunca poderemos estar unidas”….
“Não, nunca”, concordou a alegria.
Quando elas acabaram de se despedir, ambas tiveram consciência de uma presença próxima; indistinta, mas com um aspecto de realeza. E uma atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharem-se perante ele.
Em seguida, a tristeza, sem se conter, disse paralisada de emoção
“Eu o vejo como o Rei da Alegria, murmurou a tristeza, pois sobre a sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das suas mãos e pés são sinais de uma grande vitória. Diante dele toda tristeza está se transformando em amor e alegrias imortais e eu me dou a ele para sempre”.
Não, tristeza, sussurrou a alegria, eu o vejo como o Rei da dor, sua coroa é de espinhos, e as marcas de suas mãos e pés são marcas de uma grande agonia. Eu também me dou a ele para sempre, pois a tristeza com ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu conheço.
Então nele nós somos uma! Exclamaram com júbilo, pois somente ele poderia unir a tristeza e a alegria.
De mãos dadas, saíram elas para o mundo, para segui-lo na tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão…
Na vida há momentos para tristeza, há momentos para alegria…
Em cada situação há o que se aprender, há o que se crescer, há um grande amor a ser compartilhado, há experiências a serem vividas…
Na alegria ou na tristeza há uma grande vitória a ser conquistada…
Muitas vezes condicionamos nossa comunhão com Deus ao nosso estado de espírito… Procuramos a Deus quando estamos tristes, em dificuldades… Ou nos revoltamos no sofrimento e impomos como condição para nossa comunhão a vitória que queremos…
E na alegria… quantas vezes nos esquecemos de seu amor, nos enchemos de nós mesmos e do que temos, achando que a vida se resume a isso…
E não percebemos que sua presença é constante… Na alegria ou na tristeza… Seja qual for o momento de nossa vida…
(Autor Desconecido)




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